Polícia prende grupo suspeito de homicídios e expulsão de moradores em Porto Alegre.

Polícia prende grupo suspeito de homicídios e expulsão de moradores em Porto Alegre.

 Polícia Civil em ação.

 

Polícia Civil realiza uma operação na manhã desta quinta-feira (11), em Porto Alegre e Cachoeirinha, com o objetivo de prender uma organização criminosa que teria envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e que expulsava moradores de seus apartamentos, na Zona Norte da Capital, para tomar os imóveis.
São cumpridas 89 ordens judiciais – 32 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão. Até as 10h, 20 pessoas haviam sido presas.
A investigação, que envolve trabalho conjunto entre a 3ª Delegacia de Homicídios da Capital e o Departamento do Narcotráfico (Denarc), durou oito meses e começou a partir da ocorrência de um triplo homicídio no bairro Rubem Berta, no fim do ano passado.
Em fevereiro, dois suspeitos foram presos pelo Denarc. Assim, a polícia descobriu que por trás das mortes, da expulsão dos moradores e do tráfico, estava a mesma quadrilha, que tinha pelo menos 30 integrantes.

Preso comanda ações, diz polícia.

Os crimes eram ordenados por um detento da Cadeia Pública de Porto Alegre. Alexandro Rodrigues, conhecido como Gordo Alex, está preso por tráfico e por suspeita de envolvimento em outros cinco homicídios.
“Essa facção tem o domínio daquela região, o que faz com que, inclusive, eles pratiquem extorsões, expulsem moradores de residências, que seriam pontos estratégicos para ponto de venda, armazenamento da droga, de armas. E também, em alguns casos, eles se apropriam desse imóvel como se fossem donos, e vendem eles novamente para pessoas vinculadas ou não ao grupo para recapitalizar a quadrilha”, afirma o delegado Thiago Bennemann Gonçalves.

As casas tomadas pelos traficantes ficam na Vila Porto Novo, perto do sambódromo. O condomínio foi inaugurado pela Prefeitura de Porto Alegre em 2011. Foram transferidos para o local os moradores da antiga Vila Dique: mais de 1,2 mil famílias foram retiradas para ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho.

‘Cadeia é férias pra mim’, diz chefe de grupo criminoso.

A Polícia monitorou as ligações de Gordo Alex de dentro da cadeia durante meses. Ele desconfiava que estava sendo grampeado e afirmou em uma das conversas que cadeia era férias.

“Não ‘tô’ nem aí pra eles, preso eu já ‘tô’. Chega de férias. Cadeia é férias pra mim. Se eles soubessem a guerra que eu tenho na rua eles iam me deixar na rua lá pra eu morrer de uma vez.”

As escutas revelaram ainda que, de dentro da cadeia, Gordo Alex orientava a execução dos desafetos, do lado de fora.
“Ele continua de dentro da cadeia mandando ordens de extrema violência, de execuções. Foram identificados áudios de outras execuções. Então, essa despreocupação com o fato de estar segregado e a extrema violência desse criminoso que nos chamou mais atenção”, diz o delegado Cassiano Cabral.

Fonte:G1 RS.

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