É boato: Texto compartilhado na internet afirmando que o problema teria surgido no Japão. Saiba mais…

É boato: Texto compartilhado na internet afirmando que o problema teria surgido no Japão. Saiba mais…

É boato: não existe uma nova doença semelhante ao HIV.

Causadas por vírus, bactérias e outros tipos de micro-organismos, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são disseminadas, na maior parte das vezes, por meio do contato sexual sem proteção (camisinha), seja ele oral, vaginal ou anal.

Entre as ISTs mais comuns, estão a herpes genital, a sífilis e a infecção pelo vírus HIV, todas já bastante conhecidas pela população e a comunidade médica. Nas redes sociais, circula um boato de que há uma nova doença, que surgiu no Japão e é, além de semelhante, ainda mais perigosa que o HIV, causador da aids. Mas será que é verdade?

Não. A mensagem é completamente falsa. Além de não haver qualquer indício de uma nova doença semelhante ao HIV, sem cura e ainda mais ainda mais perigosa, o texto apresenta os típicos sinais de mentiras compartilhadas via internet, como erros gramaticais, tom alarmista e ausência de fontes ou datas.

Apesar de citar essa nova doença, o texto não traz explicações de qual seria a forma de contágio, o nome ou qualquer tipo de informação que permitisse uma pesquisa mais aprofundada por parte de quem o lê.

Outro ponto importante a ser observado, afirma Paulo Behar, médico do Serviço de Infectologia da Santa Casa de Misericórdiade Porto Alegre, é que a imagem compartilhada junto à mensagem mostra os sinais causados por outra doença, a varíola, que foi declarada erradicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980.

Segundo Behar, não existe possibilidade alguma de uma nova doença afetar “40% dos japoneses”, conforme diz o texto, e sequer ter sido noticiada por algum órgão confiável, como a OMS, por exemplo.

— Todas as frases dessa mensagem apresentam problemas. E nenhum site de confiança anunciou algo sobre uma nova doença semelhante ao HIV — explica o infectologista.

Portanto, não compartilhe mensagens que não apresentem informações básicas de veracidade. O mais indicado é sempre buscar notícias em sites jornalísticos confiáveis ou especializados em saúde. Além disso, vale também consultar um médico de confiança para esclarecer eventuais dúvidas.

 

 

 

Fonte:Gaúchazh.

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