Criminoso ameaça matar filho e ainda ironiza a polícia. Leia mais…

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DETENTO DO CENTRAL, CRIMINOSO AMEAÇA MATAR O FILHO E DEBOCHA DA PRISÃO: “CADEIA PARA MIM É FÉRIAS”

Denarc e Departamento de Homicídios deflagraram operação para combater quadrilha liderada por Gordo Alex.

A quadrilha é parte de uma facção criminosa que nasceu no bairro Bom Jesus, na Zona Leste. O nome da operação foi baseado no funcionamento e na estrutura do grupo, que, de acordo com a polícia, segue ordens e orientações de seu líder, identificado como Alexandre Rodrigues, o Gordo Alex, 38 anos, que está detido no Presídio Central.

A violência empregada pelo grupo, na avaliação dos delegados Bennemann e Cabral, pode ser medida em uma escuta feito no telefone de Gordo Alex. Do interior do Presídio Central, ele fala a respeito de seu filho, cujo comportamento não estaria lhe agradando, com um homem que estava na Nova Dique:

— Pode mandar quebrar, pode mandar quebrar, que eu que estou mandando. Se não adiantar, nós vamos dar um tiro na cara dele. Se f… que é filho, não está respeitando tem que matar — disse o líder, em um dos muitos áudios captados.

Pode mandar quebrar, pode mandar quebrar, que eu que estou mandando. Se não adiantar, nós vamos dar um tiro na cara dele.GORDO ALEX, APONTADO COMO LÍDER DO TRÁFICO

Na fala, captada em escuta telefônica, o criminoso se referia ao próprio filho

Em outra ligação, Gordo Alex combinou com um integrante da quadrilha a execução de um homem. Um vídeo encontrado em um dos telefones apreendidos mostram dois criminosos tomando uma casa, após os proprietários terem sido expulsos.

Entre os bens deixados na residência havia refrigerador, freezer e televisão e muitas roupas. Os homens conversam sobre o que fazer com os objetos:

— Sabe o que nós vamos fazer com isso aqui? Nós vamos pegar, vamos esvaziar a baia, pegar uma hora um caminhão, um bagulho e vender. Claro, botar uma mixaria no bolso.

Em relação aos imóveis tomados, de acordo com a polícia, eram revendidos com os chamados “contratos de gaveta” ou utilizados como depósitos de drogas e de armas. Pelo menos 11 sobrados estavam nessa situação.

Chamou a atenção dos policiais, também, a forma debochada como, em outra gravação, Gordo Alex se referiu ao Presídio Central e à sua condição de preso.

— Tô nem aí se tiver no grampo, já tô preso mesmo. Tô de férias, cadeia é férias pra mim, se eles (polícia) soubessem a guerra que tenho na rua, me deixavam lá pra morrer de uma vez — diz.

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Por e 📷: GaúchaZh

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