Um homem de 27 anos morreu na noite de quinta-feira (14) em Candelária, no Vale do Rio Pardo, depois de uma confusão em atendimento de ocorrência sobre perturbação de sossego. Segundo a Polícia Civil, que informou que a investigação irá avançar a partir de segunda-feira (18), um policial militar atirou porque houve reação à abordagem.
O delegado Paulo Cesar Schirrmann disse ao G1 que “uma série de circunstâncias ainda não foram esclarecidas”.
A vítima foi identificada como Carlos José Kolbe. Ele chegou a ser socorrido após o disparo e foi encaminhado ao Hospital de Candelária, mas não resistiu.
A Brigada Militar, que foi acionada para ir ao local onde havia barulho, diz que o homem se aproximou dos PMs e urinou na frente deles. Neste momento, segundo a BM, foi feita a abordagem dele, com revista, e houve reação.
Também de acordo com a Brigada, o homem atingiu o PM com um soco no nariz, e ele caiu no chão. Outro policial militar teria se aproximado e entrado em luta corporal com o homem. A BM diz que o suspeito tentou tirar a arma do PM, e então o policial que havia sido derrubado atirou. A BM informou que o disparo atingiu a região do abdômen da vítima.
Em nota, a Brigada Militar afirma que “serão averiguados todos os dados relativos à ocorrência e já foi aberto o Boletim de Ocorrência Policial Militar a fim de apurar como se deram os fatos.”
O delegado Schirrmann diz que vai começar a ouvir testemunhas no começo da próxima semana. Será apurado se o PM agiu em legítima defesa, ou se houve excesso.
“Não se sabe exatamente onde ele foi baleado. A primeira informação fala em abdômen, depois falaram pelas costas… só um perito para dizer o local exato”, reforça.
O pai da vítima alega que o filho estava urinando, mas em outro lado da rua, e que os policiais foram até ele e o agrediram.
Ainda conforme o delegado, foi realizado um protesto na região contra a ação policial. “Evidente que a revolta exite, mas temos que analisar o caso”, resume.
Fonte:G1